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Depressão X Qualidade de vida entre os Idosos

depressão, idosos, clinica ffazDepressão pode se tornar a doença de maior impacto na qualidade de vida de idosos nos próximos anos.

Embora demência seja considerada o acometimento de saúde mental típico do idoso, depressão é um acometimento muito mais comum. Muitas vezes esquecida, depressão é um problema muito sério na idade avançada. Esta patologia reduz a qualidade de vida e contribui para uma maior incapacidade associada com todas as doenças importantes que acometem os idosos. Ela não só agrava o curso da demência, mas também é um fator de risco para ela.

É comum ouvir o questionamento ‘quem não estaria depressivo com esta idade?’,  tendenciando-se  a assumir de forma completamente inapropriada que ter depressão é normal na idade avançada. Na realidade, depressão em pessoas com 65 anos ou mais é um problema de saúde pública, com consequências graves, incluindo sofrimento dos pacientes e cuidadores, aumento da mortalidade relacionada ao suicídio e à doença física. A Organização Mundial de Saúde estima que, no ano de 2020, a depressão será a doença líder associada com impacto negativo no bem-estar humano, substituindo as doenças transmissíveis e ultrapassando outras condições, como a doença isquêmica do coração, doenças neoplásicas, e doença cerebrovascular.

A prevalência de sintomas depressivos é mais alta em idosos do que em outras faixas etárias e aumenta em determinados subgrupos como, por exemplo, em idosos internados, institucionalizados e portadores de demência.

Tristeza ou incapacidade de experimentar prazer são sintomas típicos.  O deprimido apresenta interesse reduzido, dificuldade em iniciar novas atividades e, frequentemente, perda de libido. A expressão verbal é caracterizada por respostas lacônicas, redução na iniciação de conversas, lentificação do discurso, latência para responder e a redução do volume da voz no decurso de uma oração. O deprimido pode apresentar falta de inflexão emocional da voz. Frequentemente, os pacientes declaram-se culpados, desesperançados, desamparados ou inúteis. Nos casos mais graves, são frequentes pensamentos suicidas ou de morte. Também pode haver prejuízos cognitivos e alteração do sono e do apetite.

Os idosos obscurecem muitas vezes o diagnóstico quando põem menos em evidência o sintoma de humor deprimido ou a tristeza e enfatizam a irritabilidade, a ansiedade, as dificuldades cognitivas e os sintomas somáticos. Alguns sintomas depressivos (por exemplo, falta de energia, fadiga, cansaço, redução da libido) podem assemelhar-se com as manifestações de muitas doenças físicas, o que dificulta o diagnóstico diferencial e por isso uma avaliação criteriosa baseada na história do paciente, relato dos familiares e observação do comportamento do paciente precisa ser realizada por parte do psiquiatra para chegar ao diagnóstico preciso.

Antidepressivos, intervenção psicológica e eletroconvulsoterapia são eficazes em pacientes idosos deprimidos assim como são nos pacientes jovens. O objetivo do tratamento é remitir os sintomas e ajudar o paciente a atingir um funcionamento ótimo, tanto físico quanto social. Para isso, normalmente é necessário acompanhamento psiquiátrico especializado.

Procure um especialista!!
Dr. Hesley Landim – Pisiquiatria| Psicogeriatria: http://clinicaffaz.com.br/service/dr-hesley-landim/

REFERÊNCIAS: BALDWIN, R C. Depression in Later  Life, Oxford Psychiatry Library, 2010; CUSTÓDIO, O.  MENON, M A; URGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS NO IDOSO, 2015


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