Homenagem ao Dr. Francisco José Fontenele de Azevêdo

Homenagem ao Dr. Francisco José Fontenele de Azevêdo

Homenagem ao Dr. Francisco José Fontenele de Azevêdo, texto inicial publicado na revista Jornal do Médico, Ano XXI, Nº 197/2025 – páginas 20 e 21.

Autor: Dr. Carlos Arcanjo – Presidente Unimed Sobral – CRM/CE 3771

Eu acho que me escolhi para homenageá-lo, talvez até por falta de outro, e, sendo mais sincero, já desejava essa responsabilidade titânica há um tempo.

Já atingimos o número de 42 colegas que receberam o mérito de mostrar-se na vida, especialmente um reconhecimento profissional exibido na respeitada revista do Jornal do Médico. Hoje existe uma pretensão real de publicarmos, para 2026, o primeiro volume do livro dos cooperados, criado pelo colega Francisco José Fontenele de Azevedo.

Tenho o privilégio de ser um amigo seu; só assim tenho o poder de entrar na tarefa de saber quem foi, e quem é, o Dr. Azevedo!

Foi um dos fundadores da Unimed Sobral, participou da diretoria da cooperativa com Dr. Luís de Aquino e com Dr. Antônio de Pádua Neves, diretor do Centro Médico de Sobral, presidente do CREMEC Sobral Ibiapaba; na Santa Casa de Sobral, participou como diretor clínico, alternando com Dr. Mont’Alverne e compôs, com outros dois colegas, a Assessoria Médica da Santa Casa de Sobral; presidiu, por muitos anos, o Sindicato dos Médicos regional Zona Norte.

Encetando, já delego críticas ao pouco espaço de que dispomos para dissecar o enigmático colega, ao emoldurá-lo, de saída, com dois atributos: ético por essência e autêntico nos fundamentos do justo, é salutar e inquestionável.

Viveu na contestação das universidades. Fez uma história na Santa Casa, na UVA e na nossa Unimed. Atemporal, mostrou, na discussão da vida, o discernimento de optar pela batalha do contestável e do errado, tendo, nas suas palavras ácidas, dotadas de dotes de néctar, desacidificando a luta, procurando o melhor para o todo; para o certo, ancorado no bom senso da persistência, edificando o melhor.

Transcendendo a ideia!

Foi e continua sendo um batalhador. Conheci seus discursos na universidade; sua batalha podia ser grupal, mas não adormecia quando o seu “eu” estava só. E ia buscar, nas palavras, o convencimento da turba e iniciava alisando a barba; parecia que essa ação destilava novos rumos, saídas não lembradas, e seu poder de convencimento se alardeava.

Hoje ainda tem seus resquícios do contraditório, “graças a Deus”. E tem muito o que contar aos três filhos e ao amor de sua vida: Dinah.

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